
Ex-executivos do ASA entram com ações trabalhistas
A sua empresa tem uma política de retenção que realmente engaja os melhores profissionais pela atratividade e oportunidades, ou só está represando gente na promessa de sucesso e vai acabar virando processo judicial amanhã?
Quase dez ex-executivos seniores do ASA, grupo financeiro fundado por Alberto Safra, entraram com ações trabalhistas milionárias após deixar a instituição. Os pedidos individuais ficam, em geral, entre R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões, mas há ação com valor que chega a R$ 8 milhões. No centro dos processos estão as chamadas cartas-oferta, documentos que detalhavam bônus de entrada e uma remuneração total prometida aos executivos, que não foi cumprida
Este fato mostra uma ferida aberta no mercado financeiro, mas também comum nas bancas de advogados, M&A, Auditoria e Consultoria: a tentativa de segurar gente de alta performance usando incentivos incorretos e que não são reais.
Nesses segmentos, a verdadeira disputa concorrencial não é por tecnologia ou bens, mas por custódia e relacionamento, aquilo que faz entrar recursos no negócio. A justiça não irá travar a carreira de ninguém e a confidencialidade é ética e uma conduta de governança. Os concorrentes já entenderam o jogo, eles pagam a multa rescisória, cobrem os bônus que o executivo deixou para trás e ainda bancam os advogados da transição. Comprar a briga do executivo é o jeito mais barato de roubar uma carteira de clientes bilionária do concorrente do lado.
#Auditoria #Executivos #Clientes
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