
Mulheres transformam lixo em matéria-prima
Como você ou sua empresa avaliam o descarte da operação: como um custo inevitável ou como um ativo de inovação pronto para ser monetizado? No Brasil, em 2024, o País produziu 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos, de acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Em um ano, a quantidade representa 384 kg de resíduos gerados por pessoa, cerca de 1,2 kg por dia. Mas recicla-se apenas 8% desse total, um índice ainda distante das metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
A história contado no jornal Correio do Povo das empreendedoras gaúchas Amália Koefender e Natália Pietzsch que através de sua startup Arcos, transformam resíduos em matéria-prima industrial é mais do que um relato de impacto socioambiental — é uma aula sobre eficiência operacional, gestão de recursos e novos modelos de negócios (Cleantech). Na procura de reduzir e evitar o desvio de resíduos para aterros, as engenheiras viram na startup uma oportunidade de ressignificar, por meio da compostagem e da reciclagem, a forma como pessoas e empresas enxergam o lixo
O maior gargalo das indústrias hoje é o custo de gestão de resíduos e a dependência de matérias-primas virgens, elas resolveram duas dores ao mesmo tempo: reduz a pegada de carbono do fornecedor e garante insumos sustentáveis com margens competitivas.
O protagonismo feminino nas startups de impacto e deeptechs não é apenas uma métrica de diversidade (o ‘S’ do ESG), mas um diferencial estratégico de inovação. A capacidade de articular parcerias com indústrias, universidades e redes de reciclagem fortalece a resiliência do modelo de governança.
E o que já abordamos aqui, as empresas que não se adaptarem à lógica da circularidade perderão espaço para concorrentes que já utilizam insumos reciclados para atender aos critérios de fornecedores globais. A reciclagem transformou-se de uma obrigação de compliance para um motor de diferenciação de marca e corte de custos.
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