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Inovação em 29 de maio de 2026

Toque de esperança: Mudança Radical na Sustentabilidade

Captura direta de CO₂ do ar

Enquanto os créditos de carbono tradicionais (muito comuns no Brasil) focam em evitar que novas emissões aconteçam (ex: pagar para manter uma floresta de pé), a tecnologia DAC foca em remover o estrago que já foi feito, extraindo o CO₂ que já está disperso na atmosfera.

Como o custo inicial dessa tecnologia é altíssimo (historicamente acima de $600 a $1.000 por tonelada de carbono removida), gigantes como Stripe, Alphabet, Shopify, Meta e McKinsey criaram o fundo Frontier. Trata-se de um compromisso de compra antecipada (chamado de Advance Market Commitment): elas garantem que vão comprar centenas de milhões de dólares em remoção de carbono de quem conseguir desenvolvê-la. Isso dá previsibilidade financeira para que startups de Deep Tech construam usinas e ganhem escala para baratear o processo.

A Climeworks localizada na Islândia (chamada usina Mammoth), utiliza coletores modulares. Esses ventiladores aspiram o ar ambiente. Dentro da estrutura, o ar passa por um filtro químico sólido que retém especificamente as moléculas de CO₂. Quando o filtro fica saturado, ele é fechado e aquecido a cerca de 100°C utilizando energia geotérmica (limpa e abundante na Islândia). O calor libera o CO₂ puro e concentrado. A Climeworks trabalha em parceria com outra empresa chamada Carbfix. Eles misturam o CO₂ gasoso capturado com água e o injetam em formações rochosas de basalto no subsolo profundo (a mais de 800 metros de profundidade). Em menos de dois anos, uma reação química natural faz com que essa mistura petrifique, transformando o gás em pedra (mineral de carbonato) de forma permanente e segura por milênios. Empresas como Microsoft, Stripe e PwC compram a remoção da Climeworks para neutralizar suas emissões históricas.

A Heirloom é uma startup norte-americana que chamou a atenção do mercado global por criar um método altamente escalável que acelera um processo para 3 dias que a própria natureza leva anos para fazer.Eles pegam o calcário em pó, espalham-no em bandejas gigantescas e empilham essas bandejas em torres enormes expostas ao ar livre. O calcário age como uma esponja natural, absorvendo o CO₂ da atmosfera. O mineral saturado de carbono é levado a um forno elétrico de alta temperatura alimentado por energia renovável. O calor libera o CO₂ puro em um ambiente controlado, deixando para trás o óxido de cálcio, que é reaproveitado para voltar às bandejas e capturar mais carbono (um ciclo fechado). O CO₂ gasoso capturado é comprimido e vendido para empresas como a CarbonCure, que o injeta dentro do concreto durante a fabricação de cimento para construções, onde ele fica preso para sempre, além de aumentar a resistência do material. A Microsoft assinou um contrato massivo com a Heirloom para remover até 315 mil toneladas de CO₂ da atmosfera

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