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Finanças em 12 de fevereiro de 2026

Cartas Náuticas

Heineken anuncia corte de até 6 mil empregos na força de #trabalho global

No cotidiano #corporativo, navegar com uma carta náutica, significa ter possuir um alto nível de #conhecimento prático,  aliado à capacidade intelectual de processar #informações, resolver problemas complexos e tomar decisões estratégicas, exige o ego controlado para entender que, talvez, a melhor contribuição para uma empresa é sair do leme ou até mesmo preparar a transição enquanto os números ainda estão no azul, o que não significa uma desaceleração, mas certamente não precisa esperar uma #crise para ser forçado a sair.

A coincidência entre o anúncio das 6.000 demissões feito ontem e a ausência de um sucessor definido criou um clima de incerteza no mercado investidor. Analistas de mercado indicam que o próximo CEO terá a missão ingrata de assumir o comando já no meio de um processo de reestruturação severo, focado em economizar € 500 milhões anuais. Mas outros sugerem, em  uma leitura com maior acuidade PODE demonstrar que ele entrega uma empresa que lucra mais com menos volume — exatamente o que o mercado financeiro exige de um executivo de elite. Ainda existem outros que sugerem que Dolf van den Brink aplica o que muitos chamam de “saída no topo” ou “saída estratégica por performance”. Diplomaticamente ele está dizendo que a empresa precisa de “sangue novo” para executar um plano que ele próprio ajudou a traçar. Mas e você o que acha, a Heineken sairá bem desse episódio? 

Esse cenário, com um plano EverGreen 2030 em execução, é de uma “saída negociada” motivada por pressões externas e internas , vamos aos fatos: 

A Heineken sofreu quedas consistentes no volume de vendas na Europa e nas Américas. A inflação de custos pressionou as margens de lucro.O surgimento de novas tendências, como por exemplo o menor consumo de álcool entre os jovens e o uso de medicamentos para perda de peso que reduzem o desejo por bebidas calóricas, isso implica nesse cenário e exige uma resposta estratégica a um fator de comportamento de mercado consumidor.

A gestão dele começou em plena pandemia, em 2020, a Heineken enfrentou dificuldades em recuperar margens de lucro.

Em 2021(Ever Green) e 2022, a Heineken viveu a montanha-russa da retomada pós-pandemia enfrentando o choque entre a demanda reprimida e a explosão dos custos globais. Em 2021 O lucro operacional saltou 43,8% organicamente. e em 2022 repassou preços e o volume de cerveja cresceu 6,9%

Em 2023 o lucro quase estagnou (1,7%) e o volume cai. A empresa percebe que o modelo antigo de apenas subir preços não se sustenta.

Em 2024 A empresa foca em eficiência e o lucro operacional salta para 8,3%. É o resultado do início do plano de economia de € 400 milhões/ano.

Em 2025, a empresa registou um crescimento de 4,4%, superando a previsão dos analistas que era de 4%.

Para 2026, a Heineken espera um crescimento de lucros entre 2% e 6%, o que representa uma desaceleração face à faixa de 4% a 8% projetada para 2025

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